Observação do céu e astronomia prática


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 Introdução
        Podemos contemplar uma paisagem terrestre, o fundo do mar, e também podemos apreciar o céu, os corpos celestes, a Lua, as estrelas e os planetas. Por que apreciamos todas essas coisas? Por que admiramos a natureza? É que valorizamos a beleza e a harmonia – mas o céu encerra algo mais, é o caráter de coisa fora do nosso alcance, desconhecida, infinita, incomensurável e até mística.
        O céu é tudo, é todo o espaço e tudo o que há nele, é o Universo, também chamado de Cosmos, é o Sol, a Terra, a Lua, os planetas, as estrelas. O nosso planeta a Terra, e o próprio homem estão no espaço.
        Esses são os objetos de estudo da mais antiga das ciências exatas: a astronomia, a ciência de grande destaque e que constitui uma das atividades mais estimulantes, há sempre novos objetos para serem descobertos no céu, muitas pessoas em todo mundo se interessam pela astronomia e dedicam-se à observação do céu.
        Os primeiros estímulos são o céu noturno e uma noite estrelada e os motivadores são a Lua, os astros mais brilhantes, o pôr do Sol, o amanhecer, um eclipse da Lua ou do Sol, um meteoro ou até um cometa.
        A prática da astronomia deve ser acompanhada da teoria e de estudo, o interesse pela observação do céu deve estar junto do interesse pela compreensão dos fenômenos celestes. Muitas pessoas perderam o interesse pela astronomia pela falta de conhecimento básico necessário para o entendimento dos fenômenos astronômicos. Não pense que basta olhar pela ocular do telescópio para ver tudo o que o instrumento pode mostrar. Estes conselhos são dirigidos aos principiantes que estão interessados em observar o céu. Não tenha pressa, os primeiros passos são fundamentais, e devem ser dados muito devagar.
        Primeiro é muito importante olhar o céu a olho nu, sem qualquer instrumento óptico, reconhecer as estrelas mais brilhantes, as principais constelações que aparecem em diferentes épocas do ano. Nessa primeira fase é importante aprender a reconhecer os pontos cardeais, norte, sul, leste, oeste e também observar os movimentos realizados pelas estrelas em diferentes regiões do céu e pelo Sol em diferentes épocas do ano.
        Depois do reconhecimento do céu a olho nu, o primeiro instrumento óptico a ser utilizado deve ser o binóculo, depois uma luneta e em seguida um telescópio. Para aqueles que desejam avançar um pouco mais, poderão se interessar por fotografia do céu, e deverão, para isso, utilizar um telescópio equipado com montagem equatorial.
        Para fotografar o céu, as etapas descritas anteriormente serão muito importantes para que o astrônomo amador possa adquirir conhecimento e experiência necessários para realização de tal tarefa.
        O desenvolvimento da astronomia está diretamente ligado a óptica, sem um bom instrumento seria impossível observar os satélites de Júpiter, os anéis de Saturno, as calotas polares de Marte, as crateras, planícies e cordilheiras de montanhas na Lua e muitas outras coisas que veremos adiante.
        Atualmente podemos encontrar telescópios cada vez melhores, e cada vez mais acessíveis, graças ao desenvolvimento da eletrônica, da informática, da óptica e da mecânica. Também é possível encontrar vasto material sobre astronomia tais como, programas de computadores que apresentam previsões de fenômenos, cartas celestes, guias práticos, livros, anuários astronômicos e não podemos deixar de citar a rede mundial de computadores (World Wide Web).

A Leitura do céu
Observação a olho nu
Para observar o céu precisamos de um local livre de obstáculos, longe das luzes ofuscantes das grandes cidades em locais afastados dos grandes centros urbanos e de noites límpidas, sem Lua e sem nebulosidade.
Para decifrar o céu, saber o nome de cada constelação e o nome das estrelas mais brilhantes com a vista desarmada, sem instrumentos basta uma carta celeste e um pouco de paciência.
No escuro a sensibilidade do olho é maior, é preciso de 15 minutos a 1 hora para se beneficiar dessa vantagem para que se inicie qualquer observação. A difusão de luzes no céu das grandes cidades fará com que apenas as estrelas mais brilhantes fiquem visíveis; mesmo assim será possível iniciar a observação. Para compreender os movimentos do céu sem nenhum instrumento astronômico, convém observar o deslocamento das estrelas durante algumas horas. É possível observar uma faixa leitosa, a Via Láctea, que atravessa o céu, é possível observar riscos luminosos, os meteoros, cortando o céu cheio de estrelas. Todas as estrelas se deslocam ao redor do mesmo ponto. O Sol se desloca sempre no mesmo sentido das estrelas e surge sempre do mesmo lado do horizonte, o leste, e cruza o céu até o lado oposto, o oeste.

Se nos posicionarmos com o norte à nossa frente, o sul estará atrás de nós, o leste a nossa direita e o oeste a nossa esquerda.

O ponto na vertical, bem acima da nossa cabeça é chamado de zênite e o ponto bem abaixo de nós será o nadir.

Dessa observação a olho nu podemos constatar os seguintes fatos:

A – as estrelas aparecem do lado leste do horizonte e deslocam-se paralelamente no céu em direção ao lado oeste, onde desaparecem.

B – quando olhamos para as estrelas acima do horizonte sul estas parecem girar ao redor de um ponto, o pólo celeste Sul. (isto é válido para um observador situado no hemisfério sul). Este é o movimento aparente diário aparente das estrelas, do Sol e da Lua. Este movimento é aparente por que é a Terra que ao girar ao redor do seu próprio eixo provoca o efeito de movimento dos corpos celestes em torno da Terra.

Tente imaginar que o ponto ao redor do qual as  estrelas descrevem círculos concêntricos constitui o ponto em que o prolongamento do eixo da Terra perfuraria a esfera celeste.

Um observador, nos pólos terrestres, norte ou sul, veria as estrelas girando paralelamente ao horizonte, continuamente, e nunca desaparecerem no horizonte.

Um observador, no equador terrestre, veria as estrelas nascerem e se porem perpendicularmente no horizonte.
Tal deslocamento é o movimento aparente diurno provocado pela rotação da Terra em torno do próprio eixo.

C – observando sempre do mesmo ponto o observador verá que uma mesma estrela sempre aparece e desaparece, todos os dias, nos mesmos pontos do horizonte. O observador também irá notar que de um dia para o outro a mesma estrela aparecerá e desaparecerá 4 minutos mais cedo.

Em um mês esse avanço será de duas horas. Assim, o céu de 1 de setembro, às 20 horas, será o mesmo de 1 de agosto as 22 horas. Se observarmos o céu sempre na mesma hora e no mesmo local, veremos que seu aspecto se modificará: algumas estrelas deixarão de ser vistas e outras surgirão.

Tal fenômeno é o movimento anual aparente, causado pelo movimento da Terra ao redor do Sol, durante o ano. Em seu caminho em torno do Sol, a Terra percorre uma distância de 2.596.080 km por dia, mudando diariamente seu ponto de observação no espaço.

D – ao observarmos as constelações junto ao horizonte, iremos vê-las aumentadas e com as estrelas entre si mais afastadas, o que irá ampliar e deformar o seu desenho característico, como aliás ocorre com o Sol e a Lua quando estão próximos ao horizonte. Ao passarem pelo zênite, as constelações parecem menores e as estrelas mais próximas entre si.

A identificação das estrelas
O reconhecimento das constelações pode ser feito em pouco tempo, uma ou duas semanas de observação são suficientes para se conhecer as estrelas mais brilhantes.
Em primeiro lugar devemos conhecer as “principais” constelações, que servirão de referências, essas são de fácil reconhecimento e estão bem distribuídas por toda a abóbada celeste.

Grupos de estrelas de referências
Cruzeiro do Sul e suas guardas – o Cruzeiro do Sul, com sua forma de cruz e as guardas Alfa Centauro (Rigel) e Beta Centauro (Algena ou Algenu), ao leste da cruz, são as estrelas de maior destaque do pólo celeste Sul.

O A de Aldebarã (Touro) – Aldebarã , estrela vermelha, constitui um dos pés do A.

O V incompleto de Vega (Lira) – Vega, Alfa de Lira, estrela azul, é reconhecível pelo pequeno quadrilátero.

Altair (Águia) – Altair, estrela branca, situada no meio de três estrelas alinhadas e eqüidistantes.

Coroa (Coroa Boreal) – grupo de sete estrelas de brilho modesto. Na forma de uma coroa ou semicírculo, possui uma estrela muito brilhante, Margarita ou Alfeca, em geral designada por Pérola.

Órion – Três Marias, como é conhecida no Brasil, ou os Reis, na Europa, vai permitir localizar a constelação de Órion, o Caçador – a mais bela do céu. Suas estrelas mais brilhantes são Betelgeuse (Alfa de Órion) e Rigel (Beta de Órion).

Regulus (Leão) – parece um cão assentado. Sua cabeça e juba formam uma foice ou ponto de interrogação invertido. Regulus, o coração do Leão, e Denebola, a cauda do Leão, são as duas estrelas mais notáveis.

Escorpião – Antares, a estrela mais vermelha do céu, constitui o coração do escorpião cujas garras iam antigamente até a Balança (Libra). Quando Órion desaparece, nasce Escorpião; Órion, é a constelação das noites de verão. Escorpião , é a constelação das noites de inverno.

Sagitário - outra região muito rica próxima a constelação do Escorpião.

Capela (Cocheiro) – Capela, estrela amarela cor de ouro, é reconhecível pela proximidade das três pequenas cabras em forma de um triângulo isósceles muito agudo.

Cassiopéia – a constelação aparecerá como um W ou um M de pernas muito afastadas, dependendo da hora de observação.

A observação das estrelas e das constelações
 Para identificar as constelações e as estrelas convém usar um mapa celeste e uma pequena lanterna com luz vermelha para iluminar o mapa sem perder a sensibilidade do olho que é aumentada durante a noite.
 Para localizar os pontos cardeais você pode utilizar uma bússola ou o Cruzeiro do Sul, basta prolongar quatro vezes e meia o eixo maior da cruz para encontrar o pólo sul da esfera celeste.
 O observador pode se orientar colocando o mapa entre ele e o céu, e alinhar o norte do céu com o norte do mapa. O método será procurar no céu o que se vê no mapa.
 Quando queremos localizar um país estabelecemos relações com outros lugares próximos à esse país, como exemplo sabemos que a Suíça tem ao norte a Alemanha, ao sul a Itália a leste a Áustria e a oeste a França. Para localizar uma estrela ou constelação desconhecida o procedimento será o mesmo, criar associações, no mapa, entre o que queremos localizar e constelações conhecidas e depois tentar repetir os mesmos passos no céu.

A carta celeste
 O mapa celeste pode ser um planisfério, isto é, uma representação retangular de toda a esfera celeste, outro tipo de mapa é a representação do céu, toda a abóbada celeste, em círculos que representam o céu em determinado dia e hora para determinado local e o terceiro tipo é o planisfério giratório que mostra o céu no dia e hora que o observador desejar.

As estrelas
 As estrelas são visíveis como pontos luminosos e parecem sofrer variações bruscas em suas cores e brilhos, isso é chamado de cintilação, e é provocado por mudanças de umidade, temperatura e densidade na atmosfera.
 Os astros situados próximos ao zênite apresentam pouca cintilação, o mesmo acontece em lugares altos ou em dias de pouco vento. As estrelas brancas e as azuis também apresentam muita cintilação ao contrário das amarelas e vermelhas.
 Ao observar o céu, é possível notar cores nas estrelas mais brilhantes e que todas as estrelas tornam-se avermelhadas quando estão próximas da linha do horizonte e na aurora e no crepúsculo todas as estrelas parecem mais pálidas.

As constelações
 Para facilitar a descrição do céu, o homem primitivo resolveu reunir as estrelas em grupos, constituindo desse modo as constelações. Na realidade, elas não constituem sistemas de estrelas associados entre si. Em geral se encontram muito distantes entre si, dentro da nossa Galáxia.

O zodíaco
 A distribuição e denominação das constelações não é uma fantasia dos povos antigos, é uma trabalho de cartografia com finalidades úteis para o planejamento da agricultura e para orientação náutica.
 O agrupamento de estrelas em  constelações seguiu dois sistemas: um zodiacal (relacionado à agricultura) e outro equatorial (relacionado à navegação). O sistema equatorial está ligado a orientação por meio das estrelas na navegação noturna, enquanto o sistema zodiacal tinha por finalidade a determinação das estações, prendendo-se, assim, às atividades agrícolas. As mais antigas denominações surgiram entre os povos da Mesopotâmia.
 Nos primeiros zodíacos encontramos a constelação do Touro como o primeiro signo, pois o equinócio da primavera localizava-se nesta constelação. Todavia, em virtude do movimento de precessão, o equinócio se desloca sucessivamente, em todos os signos, num período de 26 mil anos, aproximadamente. Após 2150 a.C. o equinócio tem lugar no signo de Áries, e desde o primeiro século de nossa era encontra-se no signo de Peixes.
 Aliás, convém lembrar que entre os persas o céu era dividido em quatro partes pelas chamadas quatro estrelas reais – Aldebarã, Regulus, Antares e Fomalhaut – utilizadas na agricultura para indicar o início das estações do ano: primavera, verão, outono e inverno. As constelações zodiacais que surgiram em primeiro lugar foram Touro, Gêmeos, Leão, Virgem, Escorpião, Sagitário, Capricórnio, Aquário, Peixes e Carneiro. Posteriormente, foram criadas Câncer e Balança.
 A associação do nome das constelações à mitologia era uma maneira de permitir a transmissão oral das descrições do céu; oculto prestado aos fenômenos naturais, inexplicáveis pela ciência da época, deu origem a ligações místicas.

 Temos a seguir, em ordem alfabética, o nome das constelações zodiacais.

   Aquarius (Aguadeiro ou Aquário)
      Aries (Carneiro)
     Cancer (Caranguejo)
Capricornus (Capricórnio)
     Gemini (Gêmeos)
        Leo (Leão)
      Libra (Balança)
     Pisces (Peixes)
Sagittarius (Arqueiro)
   Scorpius (Escorpião)
     Taurus (Virgem)
      Virgo (Virgem)
 
As constelações
Nome em latim Abreviatura  Nome em português
Andromeda (ae) 
Antlia (ae)  
Apus (odis)  
Aquarius  
Aquila (ae) 
Ara (ae)  
Aries (tis) 
Auriga (ae) 
Bootes (is)  
Caelum (i)  
Camelopardus (alis)   
Cancer (eri)  
Canes (um) Venatici   
Canis Major (is)  
Canis Minor (is)  
Capricornus (i)  
Carina (ae)  
Cassiopea (ae)  
Centaurus (i)  
Cepheus (ei)  
Cetus (i)  
Chamaeleon (ontis)  
Circinus (i)  
Columba (ae)  
Coma (ae) Berenices (is)  
Corona (ae) Australis  
Corona (ae) Borealis  
Corvus (i)  
Crater (is)  
Crux (cis)  
Cygnus (i)  
Delphinus  
Dorado (us)  
Draco (nis)  
Equuleus (ei)  
Eridanus (i)  
Fornax (acis)  
Gemini (orum)  
Grus (uis)  
Hercules (is)  
Horologium (ii)  
Hydra (ae)  
Hydrus (i)  
Indus (i)  
Lacerta (ae)  
Leo (nis) 
Leo (nis) Minor (is)  
Lepus (oris)  
Libra (ae)  
Lupus (i)  
Lynx (eis)  
Lyra (ae)  
Mensa (ae)  
Microscopium (ii)  
Monoceros (otis)  
Musca (ae)  
Norma (ae)  
Octans (tis)  
Ophiuchus (i)  
Orion (is)  
Pavo (nis)  
Pegasus (i)  
Perseus (ei)  
Phoenix (cis)  
Pictor (is)  
Pisces (ium)  
Piscis Austrinus (i)  
Puppis  
Pyxis (idis)  
Reticulum (i)  
Sagitta (ae)  
Sagittarius (ii)  
Scorpius (ii)  
Sculptor (is)  
Scutum (i)  
Serpens (tis)  
Sextans (tis)  
Taurus (i)  
Telescopium (ii)  
Triangulum (i)  
Triangulum Australe   
Tucana (ae)  
Ursa (ae) Major (is)  
Ursa (ae) Minor (is)  
Vela (orum)  
Virgo (inis)  
Volans (tis)  
Vulpecula (ae) 
And 
Ant 
Aps  
Aqr  
Aql 
Ara  
Ari  
Aur  
Boo 
Cae  
Cam  
CnC  
CVn 
CMa  
Cmi  
Cap  
Car  
Cas  
Cen  
Cep  
Cet  
Cha  
Cir  
Col  
Com  
CrA  
CrB  
Crv  
Crt  
Cru 
Cyg  
Del  
Dor  
Dra  
Equ  
Eri 
For  
Gem  
Gru  
Her  
Hor  
Hya  
Hyi  
Ind  
Lac  
Leo  
LMi  
Lep  
Lib  
Lup  
Lyn  
Lyr  
Men  
Mic  
Mon  
Mus  
Nor  
Oct  
Oph  
Ori  
Pav  
Peg  
Per  
Phe  
Pic  
Psc  
PsA  
Pup  
Pyx  
Ret  
Sge  
Sgr  
Sco  
Scl  
Set  
Ser  
Sex  
Tau  
Tel  
Tri  
TrA  
Tuc  
UMa  
Umi  
Vel  
Vir  
Vol  
Vul 
Andrômeda 
Máquina Pneumática  
Ave do Paraíso  
Aquário  
Águia  
Altar  
Carneiro  
Cocheiro  
Boieiro  
Buril  
Girafa  
Caranguejo  
Cães de Caça  
Cão Maior  
Cão Menor  
Capricórnio  
Carena  
Cassiopéia  
Centauro  
Cefeu  
Baleia  
Camaleão  
Compasso  
Pomba  
Cabeleira de Berenice  
Coroa Austral  
Coroa Boreal  
Corvo  
Taça  
Cruzeiro do Sul  
Cisne  
Delfim  
Dourado  
Dragão  
Cavalo Menor  
Erídano  
Forno  
Gêmeos  
Grou  
Hércules  
Relógio  
Hidra Fêmea  
Hidra Macho  
Índio  
Lagarto  
Leão  
Leão Menor  
Lebre  
Balança  
Lobo  
Lince  
Lira  
Mesa  
Microscópio  
Unicórnio  
Mosca  
Régua  
Oitante  
Ofiúco  
Órion  
Pavão  
Pégaso  
Perseu  
Fenix  
Pintor  
Peixes  
Peixe Austral  
Popa  
Bússola  
Retículo  
Flexa  
Sagitário  
Escorpião  
Escultor  
Escudo  
Serpente  
Sextante  
Touro  
Telescópio  
Triângulo  
Triângulo Austral  
Tucano  
Ursa Maior  
Ursa Menor  
Vela  
Virgem  
Peixe Voador  
Raposa 

As constelações zodiacais
As constelações zodiacais
Signos zodiacais Estações
   Estrelas reais do persas     4300 a 2150 a.C.     2150 a.C. a 0     0 a 2150 d.C. 
Aquário (Aquarius)    300º     Fomalhaut    Inverno - -
Peixes (Pisces)    330º - - -    Primavera
Carneiro (Aries)    0º - -    Primavera -
Touro (Taurus)    30º    Aldebarã    Primavera - -
Gêmeos (Gemini)    60º - - -    Verão
Caranguejo (Cancer)     90º - -    Verão -
Leão (Leo)    120º    Regulus    Verão - -
Virgem (Virgo)    150º - - -    Outono
Balança (Libra)    180º - -    Outono -
Escorpião (Scorpius)    210º    Antares    Outono - -
Sagitário (Sagittarius)    240º - - -    Inverno
Os planetas
 Os planetas não apresentam variações bruscas de cor e brilho, eles não cintilam como as estrelas. Isso acontece por que a imagem dos planetas têm um diâmetro aparente muito maior que o das estrelas, numa pequena luneta os planetas parecem com um pequeno disco e não como um ponto luminoso.
 Uma estrela sempre tem a aparência de um ponto luminoso, enquanto um planeta ganha o aspecto de um disco à medida que ampliamos a imagem através de um binóculo, luneta ou telescópio.
 Os planetas se deslocam em relação as estrelas que são fixas, a palavra planeta se origina de uma palavra grega que significa errante.
 Os planetas não se afastam muito da eclíptica, a trajetória aparente do Sol na abóbada celeste. Devemos procurar planetas nas treze constelações eclípticas, ou seja na constelação de Ofiúco e nas doze constelações zodiacais: Áries, Touro, Gêmeos, Câncer, Leão, Virgem, Balança, Escorpião, Sagitário, Capricórnio, Aquário e Peixes.
 Os planetas interiores – Mercúrio e Vênus – por terem suas órbitas  no interior da órbita da Terra, se afastam muito pouco do Sol. Eles são visíveis sempre logo após o pôr do Sol ou pouco antes do nascer do Sol.
 Os planetas facilmente visíveis a olho nu – Marte, Júpiter e Saturno – os pouco visíveis Urano e Netuno e o único visível através de fotografia, Plutão, são todos planetas superiores – por terem suas órbitas exteriores à órbita da Terra. Eles podem ocupar qualquer posição em relação ao Sol nas constelações eclípticas.
 Os planetas mais brilhantes são Vênus e Júpiter. Vênus é tão luminoso, cerca de doze vezes mais brilhante que a estrela Sírius, a estrela mais brilhante, que é impossível confundi-lo com outro objeto celeste. Conhecido como Estrela d’Alva e Estrela Vésper, respectivamente, quando estrela da manhã ou estrela da tarde, nunca é visível no meio da noite. Vênus e Mercúrio também apresentam fases tal como a Lua.
 Júpiter é o segundo planeta mais brilhante, seu brilho é superior ao brilho da estrela Sírius, a estrela mais brilhante. Para identificar o planeta, basta observá-lo através de um binóculo, com um binóculo será fácil observar os quatro principais satélites, observados pela primeira vez por Galileu, são eles: Io, Ganimedes, Europa e Calisto.
 Outros planetas (Mercúrio, Marte e Saturno) apresentam brilho comparável ao das estrelas mais brilhantes.
 Marte é fácil de ser reconhecido por sua coloração avermelhada.
Saturno, com seu brilho branco pálido, será fácil de ser localizado se conhecermos sua posição no céu, ou melhor, em que constelação está situado. Seu contorno alongado, em virtude dos seus anéis, irá facilitar a sua identificação. Podemos observar seus anéis e satélites se possuirmos um luneta.
Mercúrio, sempre muito próximo do Sol, será um planeta de observação difícil por se encontrar visível sempre muito próximo do horizonte, região do céu quase sempre tomada pelas nuvens.
Urano é visto através das lunetas como um pequeno disco esverdeado. Pela sonda, o planeta mostrou uma cor de chumbo.
Netuno apresenta-se como um pequeno disco esverdeado, quando observado por telescópios.

A cor dos planetas
As superfícies e atmosferas dos planetas podem refletir e absorver determinadas cores e é isso que vai definir a cor característica de cada planeta. A medida do poder refletor, isto é, da capacidade do astro refletir a luz solar é chamada de albedo. Albedo é a relação entre a luz difundida pelo astro e a luz que recebe do Sol. O albedo da Lua por exemplo é 7%, o que significa que o nosso satélite absorve 93% da energia luminosa que recebe do Sol.
 
Cores dos planetas
Planeta Visto da Terra Visto do espaço 
Mercúrio  Amarelado Cinza
Vênus Branca Amarelado
Marte Avermelhado Avermelhado
Júpiter Branco prateado Avermelhado
Saturno Branco pálido e tom plúmbeo  Amarelado
Urano Esverdeado Chumbo
Netuno Esverdeado Azul
Cores dos planetas
Planeta     Visto da Terra                Visto do espaço
Mercúrio    Amarelado                     Cinza
Vênus       Branca                        Amarelado
Marte       Avermelhado                   Avermelhado
Júpiter     Branco prateado               Avermelhado
Saturno     Branco pálido e tom plúmbeo   Amarelado
Urano       Esverdeado                    Chumbo
Netuno      Esverdeado                    Azul

As dimensões aparentes dos corpos celestes
        As dimensões aparentes de corpos celestes são feitas sempre através de ângulos. Exemplo: um centímetro (1 cm) colocado ao extremo do braço estendido corresponde a um arco de um grau (1º). Os diâmetros do Sol e da Lua correspondem a um meio de grau (0,5º), isto é, a metade de um centímetro na escala do exemplo anterior.
        Afirmações tais como: “Aquele cometa vai ter extensão de dez luas”, “a Lua é do tamanho de uma bola de futebol”, “a Lua parece ter um metro de diâmetro” ou “o Sol tem o tamanho de uma moeda” não tem  significado.
        Na primeira afirmação é necessário conhecer a dimensão aparente da Lua que é igual a 0,5º. Nas demais afirmações é necessário informar a distância entre os olhos e os objetos citados, a bola de futebol representa muito bem a dimensão aparente da Lua se for colocada a 25 metros de nossos olhos e 1 metro colocado a 115 metros distante dos olhos também é igual ao tamanho aparente do disco lunar.
        Uma estrela é menor que uma cabeça de alfinete a seis quilômetros de distância.
Apesar de o Sol e a Lua parecerem maiores quando estão próximos ao horizonte isso não passa de uma ilusão de ótica. Quando a Lua baixa no céu, no horizonte, podemos comparar sua dimensão com edifícios, árvores e montanhas que estão muito próximos se comparados aos corpos celestes, neste caso o céu parece muito mais afastado que os objetos terrestres. Quando a Lua esta no zênite não vamos encontrar um objeto de comparação e o céu parecerá mais próximo de nós.
        O diâmetro do Sol é 400 vezes maior que o da Lua, mas por estar 400 vezes mais distante tem um diâmetro aparente igual ao da Lua, isso faz do eclipse do Sol um grande espetáculo por que permite a observação da coroa solar, uma camada muito luminosa que envolve o Sol.

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