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Antes de começar a astrofotografia vamos conhecer alguns parâmetros
que caracterizam uma objetiva fotográfica. O primeiro deles é
a abertura D, isto é, o diâmetro da objetiva que determina
a luminosidade e o poder de resolução do aparelho fotográfico,
a primeira característica é a capacidade da objetiva de registrar
astros de brilho muito fraco e a segunda é a capacidade de separar
objetos de separação angular muito pequena; o segundo parâmetro
é a distância focal f, esse valor determina as dimensões
lineares; o terceiro parâmetro é a abertura relativa f/D,
ou seja, a relação entre a distância focal f e a abertura
da objetiva D, que determina a luminosidade da câmara fotográfica
em relação às fontes luminosas extensas como, por
exemplo, a Lua, os cometas e as nebulosas.
Com base nos valores de D e f/D de uma câmara
será possível determinar a magnitude limite, ou seja, a luminosidade
das estrelas mais fracas possíveis de serem registradas.
Magnitude limite
D (cm) 1
2,5 5 7,5 10
15 20
f/D = 3 10,2
12,1 13,6 14,4 15,0 15,8
16,3
f/D = 5 11,2
13,1 14,6 15,4 16,0 16,7
17,2
f/D = 7 11,8
13,7 15,2 16,0 16,6 17,3
17,8
f/D = 10 12,4
14,3 15,8 16,6 17,2 17,9
18,4
Por outro lado, com base na abertura relativa f/D obtemos o valor de tempo de exposição T máximo que poderemos dar a uma emulsão ultra-sensível, antes que a luz do fundo do céu venha a prejudicar a emulsão sensível criando um véu. A poluição luminosa ou luz da Lua, difundida no céu noturno, funciona como uma fonte extensa que dependerá da abertura relativa.
Máximo tempo de exposição
em função da abertura relativa
D (cm)
1 2,2 5 7,5
10 15 20
T = 1 min 7,1
9,0 10,5 11,3 11,9 12,6 13,1
T = 5 min 8,5
10,5 12,0 12,8 13,4 14,1 14,6
T = 10 min 9,1
11,2 12,5 13,3 13,9 14,6 15,1
T = 30 min 10,1 12,1
13,5 14,3 14,9 15,7 16,2
T = 1 h
10,6 12,6 14,1 14,9 15,5 16,2 16,7
T = 2 h
11,2 13,1 14,6 15,4 16,0 16,7 17,2
T = 4 h
12,0 13,8 15,4 16,1 16,8 17,5 18,0
T = 6 h
12,5 14,3 15,8 16,6 17,2 17,9 18,4
Com base na distância focal f, em centímetros, da objetiva do aparelho fotográfico, poderemos conhecer a escala da imagem, em dimensões lineares em milímetros correspondentes a um arco de 1º sobre a esfera celeste, bem como o arco correspondente a 1 mm sobre o plano do foco de um objeto de comprimento focal f, em centímetros.
Abertura angular (em minutos de
arco) correspondente a 1mm no plano do foco
f (cm) 5
10 15 20
30 50 100 200
1mm 68,8
34,4 22,9 17,2 11,4 6,9
3,4 1,7
Dimensão linear (em milímetros)
no plano do foco correspondente a 1º na esfera celeste
f (cm) 5 10 15 20 30 50 100 200
1º 0,9 1,7 2,6 3,5 5,3 8,7 17,4 34,8
Ao fotografar o céu, o astrônomo amador deparara com um contínuo deslocamento das estrelas, provocado pela rotação do globo terrestre. Assim, para que a imagem puntiforme das estrelas não se transforme em riscos, ele deve acompanhar com a câmara o movimento aparente dos astros. Em alguns casos – por exemplo, nas proximidades do pólos terrestres, onde se visualizam os círculos concêntricos gerados pela rotação da Terra – tal movimento chega a contribuir de maneira positiva para os resultados. Mas, quando se trata da reprodução fiel do objeto observado, ou seja, as imagens estelares puntiformes, convém ter cautela.
Máximo tempo de exposição
T (em segundos) antes da manifestação do traço
f (mm) 28 35 38
40 43 45 48 50 55 85 100
135 200
T (s) 20 16 15
14 13 12 11 11 10 6
5 4 3
Um leve deslocamento da imagem pode ser aceitável se ocorrer dentro do círculo de confusão, isto é, dentro dos limites da “mancha” que representa a estrela. Em condições normais esta mancha aparece com diâmetro de cerca de 0,04 mm. A partir desse pressuposto, calcula-se o tempo máximo de exposição antes que se forme os traços, segundo a seguinte fórmula:
tmax = 550/f
tmax = tempo máximo em segundos;
f = distância focal da objetiva em milímetros;
A astrofotografia deve começar com uma fotografia do céu sem telescópio utilizando o tempo de exposição adequado para manter as imagens das estrelas puntiformes, também convém utilizar tempos de exposição maiores para evidenciar os traços, isso ajuda a conhecer os movimento aparente dos astros nas diferentes direções norte, sul, leste e oeste.
O segundo passo na astrofotografia é fotografar a Lua no foco de uma pequena luneta ou telescópio com tempos de exposição rápidos (1/30 s, 1/60 s e 1/125 s).
As etapas seguintes devem ser realizadas com uma montagem equatorial, primeiro devemos fixar a câmara na montagem e fotografar o céu com acompanhamento e efetuar exposições de 30 à 60 segundos, ou maior, os resultados são muito interessantes, é possível registrar nebulosas e aglomerados de estrelas.
Fotografar a Lua e os planetas, com telescópio e equatorial, ampliando-se a imagem com uma ocular ou duplicador, utilizando acompanhamento automático e tempos de exposição de 1 à 5 segundos.
Fotografar aglomerados de estrelas e nebulosas com telescópio utilizando longo tempo de exposição (10 à 50 segundos no mínimo).
Os filmes fotográficos a utilizar devem
ser de alta sensibilidade, 400 ASA, ou superior, filmes preto e branco
ou a cores são igualmente adequados para fotografar o céu.
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Criação e desenvolvimento - F.A.T. Assessoria |